O 1º Festival da Cachaça de Ribeirão Preto reuniu cerca de sete mil visitantes durante os três dias de programação, realizada de sexta-feira a domingo, no Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar, sede da Faesp/Senar, na região norte da cidade. Contando com o apoio de parceiros ligados aos setores da agricultura e do empreendedorismo, como CNA, Senar, Faesp, Sindicatos Rurais e Sebrae, o evento apresentou ao público a diversidade e a qualidade da produção brasileira de cachaça e café, além de gastronomia, música e manifestações da cultura caipira.

A iniciativa teve como um dos principais objetivos valorizar a cachaça como produto cultural (dia 13 de setembro é o Dia Nacional da Cachaça) e econômico e aproximar produtores, empreendedores e consumidores de uma bebida que faz parte da identidade brasileira. A programação também criou um espaço para a divulgação de produtos, realização de negócios e fortalecimento das relações entre diferentes integrantes da cadeia produtiva.

Durante o festival, o público teve acesso à degustação e comercialização de cachaças de diferentes regiões dos estados de São Paulo e Minas Gerais, além de produtos ligados ao café, queijo, charcutaria e à gastronomia em geral.

A programação cultural trouxe elementos tradicionais do interior, com destaque para a viola, a música sertaneja, a catira e o berrante.

Produção brasileira e geração de oportunidades

Além de promover cultura e entretenimento, o festival evidenciou a importância dos produtores brasileiros para a economia. A presença de aproximadamente sete mil visitantes contribuiu para movimentar expositores, produtores, estabelecimentos gastronômicos e profissionais envolvidos direta e indiretamente na realização do evento.

Para Norberto Garavazzo, um dos organizadores, o festival cumpriu o papel de aproximar o público da história e dos processos de produção da cachaça e, ao mesmo tempo, mostrar a dimensão econômica das atividades desenvolvidas no campo.

“O evento foi um sucesso pela organização impecável, por reunir importantes produtores de cachaça e de café de diversas regiões do país. E por mostrar o valor dos produtores brasileiros que alavancam a economia do Brasil, gerando desenvolvimento, renda e oportunidades de trabalho”, afirmou Garavazzo.

Segundo ele, a proposta vai além da divulgação da bebida. O festival buscou apresentar ao público o trabalho existente por trás de cada produto, desde a produção até a comercialização, destacando a importância da agricultura, dos pequenos e médios produtores, dos empreendedores e de toda a cadeia que movimenta a economia.

A cachaça, nesse contexto, aparece não apenas como uma bebida tradicional, mas como um produto associado à história, à cultura, à agricultura e à geração de negócios. O mesmo ocorre com o café, outro produto de forte presença na economia e na identidade do interior paulista e brasileiro.

Ribeirão Preto como espaço de valorização do interior

Realizado no Centro de Excelência da Cana-de-Açúcar, o festival também reforçou a vocação de Ribeirão Preto para receber iniciativas relacionadas ao agronegócio, à produção rural e à cultura do interior.

A primeira edição reuniu produtores de diferentes regiões do país e proporcionou ao público contato direto com marcas, produtos e histórias de quem atua no setor. A proposta é fortalecer a conexão entre campo e cidade e ampliar a visibilidade de produtos brasileiros de qualidade.

Fotos: Max Galão

Para Eduardo Ferrari, da KA2RP e um dos idealizadores do festival, o resultado da primeira edição reforça a intenção de dar continuidade à iniciativa.

“Esse foi nosso primeiro festival de um produto tão brasileiro. Somos gratos à Faesp, ao Sebrae, ao Museu da Cana, Governo do Estado e Prefeitura de Ribeirão Preto, além de tantos outros parceiros que nos apoiaram. O evento mostrou, de forma grandiosa, o que se produz no Brasil e o valor de quem trabalha para transformar produção em desenvolvimento. No ano que vem, voltaremos com mais novidades”, afirmou Ferrari.

Ao encerrar sua primeira edição, o Festival da Cachaça de Ribeirão Preto deixou como resultado a integração entre produção, cultura e negócios.

A expectativa dos organizadores é que o festival tenha novas edições e amplie sua participação no calendário de eventos de Ribeirão Preto, fortalecendo a cidade como ponto de encontro para produtores, consumidores e empreendedores ligados aos produtos e às tradições do interior brasileiro.