A chegada da relíquia de primeiro grau de São João Paulo II à Igreja Matriz de São Simão Apóstolo representa um acontecimento histórico e religioso de grande relevância para São Simão e toda a região de Ribeirão Preto.

A relíquia, enviada diretamente de Cracóvia, consiste em uma pequena quantidade de sangue do papa polonês Karol Wojtyla, considerado um dos líderes mais influentes da história recente da Igreja Católica. Segundo a tradição católica, relíquias de primeiro grau são fragmentos do corpo de santos e simbolizam a comunhão espiritual entre os fiéis e aqueles reconhecidos pela santidade.
De acordo com o pároco padre Wagner Gleyson Theodoro, a presença da relíquia não deve ser entendida como um objeto de poder mágico, mas como um sinal concreto da fé e da santidade vivida por São João Paulo II. Para a comunidade, o gesto representa também um chamado à oração, à evangelização e à renovação espiritual.

A programação oficial começou neste domingo (17), com missa na Catedral Metropolitana de São Sebastião. Já na segunda-feira (18), a relíquia seguirá para São Simão, onde haverá carreata pelas ruas da cidade e celebração presidida pelo arcebispo Dom Moacir Silva.

A partir de terça-feira (19), a relíquia ficará exposta permanentemente para visitação e veneração dos fiéis na matriz da cidade. A expectativa da Arquidiocese é que o município se transforme em um novo centro de peregrinação religiosa no interior paulista, fortalecendo o turismo de fé e a espiritualidade regional.
A escolha de São Simão para receber a relíquia contou com o apoio do missionário redentorista Carlos Alberto Batistini, natural da cidade, além do pedido oficial da Arquidiocese de Ribeirão Preto ao Vaticano.

Com quase dois séculos de história, a Igreja Matriz de São Simão Apóstolo passa agora a integrar um seleto grupo de templos católicos que guardam relíquias de santos reconhecidos mundialmente pela Igreja.














