Serrana deverá se consolidar como um importante centro de formação profissional e tecnológica voltado ao agronegócio com a implantação de um campus do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP). O projeto é resultado de uma parceria entre a Prefeitura de Serrana, o Grupo Irmãos Biagi e o Ministério da Educação-MEC.

A unidade será implantada em uma área de 25 mil metros quadrados na Fazenda Transwall, localizada próxima à região central de Serrana. O espaço foi cedido pelo Grupo Irmãos Biagi, proprietário da área. O projeto prevê a criação do primeiro campus do Instituto Federal de São Paulo (IFSP) no estado com perfil educacional voltado exclusivamente às demandas do agronegócio e da agroindústria.

O cronograma de implantação prevê o início das atividades acadêmicas no segundo semestre de 2026, com utilização das estruturas já existentes no local e a oferta inicial de 100 vagas em cursos presenciais. Ao mesmo tempo em que o campus estiver em funcionamento, serão executadas as adaptações de infraestrutura e as obras de construção dos blocos destinados às salas de aula e aos espaços de apoio administrativo e acadêmico.

O funcionamento pleno do campus está previsto para o primeiro semestre de 2027, quando a estrutura deverá atender cerca de 1,4 mil alunos e contar com aproximadamente 200 servidores, entre professores e profissionais técnico-administrativos.

De acordo com o secretário municipal de Educação, Guilherme Montanari, a definição dos cursos considera as características econômicas da macrorregião, cuja base produtiva está fortemente ligada ao setor agropecuário.

“Considerando o perfil econômico e produtivo da nossa macrorregião, fortemente baseado no agronegócio e na agroindústria, a proposta do Instituto é a implantação de uma oferta educacional alinhada às demandas locais e às perspectivas de desenvolvimento regional”, afirma Montanari.

Para o prefeito de Serrana Léo Capitelli, além do impacto educacional, “o Instituto vai inserir Serrana na rede federal de ensino, impulsionando o desenvolvimento econômico do município, com geração de empregos, melhorias na mobilidade urbana e fortalecimento de setores como hotelaria, alimentação e comércio, além de outros benefícios indiretos para a cidade.”

Os cursos

Entre os cursos superiores previstos estão Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia e Ciências Agrárias, áreas estratégicas para a formação de profissionais qualificados para atuar em diferentes segmentos da cadeia produtiva do agronegócio. A estrutura acadêmica deverá contemplar três cursos superiores, entre bacharelados e licenciaturas.

A proposta também inclui quatro cursos técnicos integrados ao ensino médio, com foco agroindustrial e tecnológico, além de cursos profissionalizantes voltados às demandas do mercado regional. Entre as formações sugeridas estão Operação e Manutenção de Drones Aplicados ao Campo, Colheita e Mecanização da Cana-de-Açúcar, Processos Industriais, Meio Ambiente, Técnico em Agropecuária, Técnico Agrícola, Técnico em Cafeicultura, Técnico em Zootecnia e Técnico em Viticultura e Enologia.

Além da formação técnica e superior, o campus deverá oferecer programas de pós-graduação lato sensu e stricto sensu, incluindo cursos de mestrado e doutorado voltados à pesquisa, inovação e desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao setor agropecuário.

A estrutura educacional será complementada por cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), capacitações de curta duração e programas de Educação a Distância (EAD) em áreas como agricultura de precisão, sustentabilidade, gestão rural, empreendedorismo e tecnologias aplicadas ao campo.

“A expectativa é que a implantação do campus contribua para a qualificação da mão de obra regional, estimule a inovação tecnológica e fortaleça a economia local, ampliando as oportunidades de formação e impulsionando o desenvolvimento sustentável do agronegócio na região,” explica Guilherme Montanari. “Com a operação plena prevista para janeiro de 2027, Serrana passará a abrigar um dos mais importantes polos de educação profissional, tecnológica e superior voltados ao agronegócio do interior paulista,” finaliza o secretário.