Cerca de 70% das mulheres apresentam sintomas vasomotores durante a transição para a menopausa, segundo o Ministério da Saúde. Ondas de calor, alterações do sono, do humor e da libido estão entre as queixas que levam muitas pacientes a buscar alternativas para melhorar a qualidade de vida.
Nesse contexto, a reposição hormonal e os implantes têm despertado cada vez mais interesse. Mas, segundo o Dr. Ystannyslau Bernardes, cardiologista e diretor técnico da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, a indicação deve ser individualizada e considerar também os riscos cardiovasculares e as condições de saúde de cada paciente.
“Não se trata simplesmente de dosar um hormônio e fazer uma reposição. É preciso entender o paciente como um todo e estabelecer se realmente existe indicação”, afirma.
Hormônios, metabolismo e coração
Além dos sintomas da menopausa, alterações hormonais também podem estar associadas a mudanças na composição corporal e no metabolismo. Por isso, obesidade, hipertensão, diabetes, colesterol e outros fatores de risco devem fazer parte da avaliação.
Implantes também exigem acompanhamento
O médico ressalta que implantes hormonais não devem ser associados indiscriminadamente a promessas de emagrecimento, rejuvenescimento ou melhora de performance.
“O objetivo não é simplesmente melhorar um número no exame. Buscamos saúde e longevidade, com tratamento hormonal apenas quando houver indicação e acompanhamento adequado”, explica.
Sobre a Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto
A Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto atua no atendimento médico-hospitalar e reúne diferentes especialidades, com foco em prevenção, diagnóstico, tratamento e cuidado integral dos pacientes.
Sobre o especialista: Dr. Ystannyslau Bernardes é médico cardiologista e diretor técnico da Beneficência Portuguesa de Ribeirão Preto, com atuação em cardiologia, emagrecimento, obesidade, saúde metabólica e longevidade.
















