A atriz Talita Feuser estreia um novo trabalho no cinema em um momento de destaque para sua carreira. O curta-metragem de ficção científica e fantasia “Tornar-se Ciborgue no Interior”, dirigido e roteirizado por Louisa Savignon, teve sua primeira exibição na mostra Mirada Paranaense, durante a 15ª edição do Festival Olhar de Cinema, em Curitiba, e conquistou o Prêmio AVEC-PR de Melhor Filme, um dos reconhecimentos da mostra dedicada à produção paranaense.
Ambientado no interior do Paraná, o filme propõe uma reflexão sobre os limites entre tecnologia, natureza e identidade em um futuro onde a vida no campo passa a conviver com automação e biologia modificada. É nesse cenário que a história acompanha Julia, personagem vivida por Talita, que enfrenta dificuldades para engravidar ao lado do companheiro Leo, interpretado por Edilson Silva.

A rotina do casal muda com a chegada de duas novas vizinhas: Mia, uma cientista, e Ava, duas mulheres trans-ciborgues interpretadas por Noá Bonoba e Anire Niara. A convivência entre os quatro personagens conduz a narrativa por temas como maternidade, pertencimento, afeto e transformação, sem abrir mão da estética da ficção científica.
Para Talita, interpretar Julia representou um dos trabalhos mais desafiadores de sua trajetória. A personagem percorre um caminho marcado por vulnerabilidades, escolhas e descobertas, em uma história que utiliza elementos futuristas para abordar questões profundamente humanas.
“Dar vida à Julia foi um processo intenso e muito gratificante. Ela vive uma transformação que vai muito além da tecnologia; é uma jornada de descoberta da própria potência. Ver esse trabalho estrear no Olhar de Cinema e já receber o Prêmio AVEC-PR de Melhor Filme na mostra Mirada Paranaense é um reconhecimento ao empenho de toda a equipe que acreditou nessa história”, afirma a atriz.

Além de Talita Feuser, o elenco reúne Edilson Silva, Noá Bonoba, Anire Niara e Luan Valero. Com direção e roteiro de Louisa Savignon, o curta combina ficção científica, fantasia e drama para discutir temas contemporâneos a partir de uma perspectiva original, tendo o interior paranaense como cenário e elemento central da narrativa.
A estreia premiada reforça o potencial de circulação de “Tornar-se Ciborgue no Interior” no circuito de festivais e marca mais um passo na trajetória de Talita Feuser no audiovisual brasileiro.















